TESTEMUNHO

A INFÂNCIA
Não meu conheço pai biológico, tenho um padrasto que considero meu pai, mas nosso relacionamento nem sempre foi bom. Eu apanhava muito e um motivos eram as doutrinas da igreja que eu fazia questão de desobedecer, eu era privado de fazer quase tudo, outras razões eram os infortúnios e a rebeldia típica da idade.
Sai de casa muitas vezes e cresci com uma revolta muito grande. Era um sonhador que estava cada vez mais longe dos sonhos.
Meu pai tem 3 filhos biológicos e eu como adotivo.

O NAMORO
Conheci meu pastor e Pai Espiritual aos 15 anos e fui morar na igreja como obreiro da Casa do Senhor. Me apaixonei pela Thaisa, sua filha mais velha. Ela me ajudou muito a ser um homem melhor, me motivou a retomar os estudos e a perdoar meu pai.

O CASAMENTO
Aos 18 anos de idade realizei meu sonho, me casei. Não tínhamos nenhuma condição, mas Deus nos deu tudo e cuidou até mesmo da lua de mel. O início da vida de casado não foi fácil, tudo era novo, tudo era diferente da vida de solteiro e minhas referências de família eram poucas ou nenhuma e isso dificultava minha adaptação nessa nova vida.

A CURA
Foi então que a vida me deu mais uma pedrada, meu pai adotivo ficou doente e passou por um processo cirúrgico, eu o levei pra casa e junto com minha agora então esposa Thaisa e cuidamos dele. Foi aí que veio, mesmo com toda essa situação, o perdão. Hoje somos amigos e temos relacionamento de pai e filho com comunhão e amor.

A QUEDA E A RESTAURAÇÃO
Nos primeiros anos de casado, eu era egoísta e só pensava em mim mesmo, me dedicava a tudo menos a minha esposa e eu recebia como resposta o desrespeito. No meio disso tudo, veio a traição da minha parte, joguei meu casamento pela janela. Desse relacionamento houve um fruto, meu primeiro filho Gabriel. Foi então, que mesmo em meio a toda essa situação, encontrei no Gabriel a razão para me fortalecer e não desistir da minha família e do planos do Senhor para a minha vida. Agora tinha alguém que seguiria meus passos, meus exemplos. A dor de ter um filho longe me machucou muito. Mas, mesmo no meio de todas essas adversidades, ele é muito amado e, apesar da distância procuro estar presente na vida dele e ser uma referência do amor e da graça de Deus pra com ele.
A queda, o primeiro filho e restauração aconteceram muito rápido, em um período de seis meses. Arrependido, recebi o perdão da minha esposa que encarou tudo comigo, passei pelo processo de recomeçar e reconstruir meu lar novamente. Assumi o Gabriel e juntos começamos a encarar a dor de sermos restaurados. A ferida não dói somente quando você a faz, mas dói durante o processo do tratamento.